Mas, nem tudo são flores…

Que atire a primeira flor (sem pedras por aqui, por favor!) quem nunca criticou ou mesmo questionou uma mãe que parou bem cedo de amamentar seu filho ou nem sequer começou! Assumo logo: “Mea-culpa”. Antes de a maternidade bater a minha porta e eu realmente começar a entender certas coisas, tive um caso na família que me incomodava bastante, pois eu julgava ser negligência daquela mamãe não “dar mamá” ao seu rebento, tão pequeno e carente daquele momento, daquele alimento. Então a minha filha chegou, revolucionou meus conceitos, me devolveu aquela humanidade que a gente vai perdendo pelo caminho da vida e me fez entender o quão sério e dramático é o assunto “Amamentação”. Eu não fazia ideia!

A minha experiência com a Malu vem sendo um caso de sucesso. Que bom! Mas nem sempre é assim. E que fique claro: amamentar nem sempre é questão de escolha. No nosso grupo na rede social (aquele que originou tudo isso e citei na coluna anterior), tem muitos exemplos diferentes: Mamães que ainda amamentam os filhos, com 9 meses, 1 ano, 2 anos…; outras que lutaram bravamente e completaram os seis meses de aleitamento indicado pela Organização Mundial da Saúde; aquelas que só o fizeram pelos quatro meses da licença maternidade e depois tiveram que oferecer uma fórmula específica para continuar a jornada; guerreiras que gostariam, tentaram, muito ou pouco, não importa, mas não conseguiram amamentar; entre outros.

Descobri junto com aquelas meninas e outras tantas que passaram por meu caminho até agora que amamentar é difícil para #$*&#$!/*. Se você não deseja muito, acaba deixando pra lá. É árduo, cansativo e desgastante, exige dedicação total, persistência, bravura. Claro que também é recompensador! Sempre tem o lado bom, não é? E, nesse caso, ele é inigualável. Brinco com meu marido que ela pode até falar papai primeiro, mas a emoção de dar a ela meu peito, não tem igual e é exclusiva minha. Mas isso é assunto pra outro dia…

Retomando. São tantos fatores que influenciam a mamada que é complicado até listar. Muita coisa pode acontecer e atrapalhar tudo. Mas além da própria força de vontade, o principal é contar com informação e orientação corretas. O que não se acha em qualquer lugar. Às vezes nem naquele onde você espera (com razão!) encontrar. Aqui, o contato em grupo ajuda muito porque as diferentes vivências contribuem com detalhes enriquecedores. Algum caso há de ser parecido com o seu! E a velha experiência acaba sendo decisiva. E faço uma observação elogiosa que não pode faltar: Meus sinceros aplausos aos profissionais do Banco de Leite de Volta Redonda, que fica no principal hospital PÚBLICO da cidade, a UGH. O trabalho deles é impecável. Muito bom mesmo!  A título da informação, qualquer um pode ter acesso a eles e se beneficiar de seus serviços.

Até hoje, não sei quais foram os reais motivos da minha parenta não amamentar seu filho. Mas cada um sabe de si, não é? Seu leite pode ter secado devido a algum stress ou lhe ter faltado o devido acompanhamento, fundamental para não deixá-la desistir. Não importa o motivo dela, ele é só dela. Desculpe minha ignorância! Temos que respeitar todas as pessoas, todas as histórias. Isso é o principal. Dar seu próprio leite ao seu filho é louvável, mas não o dar não te faz menos mãe. É preciso aprender a lidar também com o fator emocional para não cairmos nas armadilhas da culpa, esse fardo tão pesado, que parece até sinônimo dessa palavrinha mãe. Tenho certeza que você fará o melhor que você pode! E fica o conselho: “Queira muito! Tente, insista, não desista por pouco. Amamentar é divino, tem algo de sobrenatural, de tão maravilhoso. Vocês ganham ali uma cumplicidade que dificilmente se romperá e acho que mais nada na vida será, sozinho, tão significativo para a saúde dele”.