Viver é percorrer diversos caminhos, nem sempre as pessoas que estão com você agora vão te acompanhar até o fim da jornada

Nascemos sozinhos e morreremos sozinhos, a verdade é essa. Mas até chegarmos ao fim do ciclo da vida percorreremos muitos caminhos e é preciso entender que as pessoas que estão do seu lado hoje nem sempre vão continuar caminhando junto, principalmente no âmbito afetivo: namoro, casamento e afins.

Os amores aparecem, desaparecem e reaparecerem em outro corpo, numa nova história. Vivemos na contemporaneidade dos amores líquidos, nada é feito para durar como disse Zygmunt Bauman. Por isso é necessário ter uma alma livre, pegar desapegando, não projetar no parceiro expectativa nem a sua felicidade.

A busca pela felicidade é só sua, não tem que depender de ninguém para ser feliz, mas isso se aprende com o tempo, com o olhar introspectivo, portanto é fundamental conhecer a si próprio. Na filosofia budista, a base da causa do sofrimento é o apego, apego a pessoas, objetos, a coisas… Para não sofrer é bom não se apegar, não se limitar, nem se aprisionar a nada. Alma livre, vida sem sofrimento.

Os caminhos que traçamos na vida, a cada nova fase que entramos, o interessante são os novos personagens que entram em cena e contribuem com o seu roteiro, e mesmo você sendo o protagonista da sua peça (vida), você tem o direito e dever de mudar, de se reinventar, claro, buscando sempre a sua melhor versão.

O sentido da vida é simplesmente viver.

Fran Bueno