Vacina de HPV só protege após tomar o esquema completo de duas doses; a segunda dose para imunização é aplicada seis meses após a primeira

A Secretaria de Saúde de Barra Mansa, através do Ministério da Saúde, iniciou a segunda dose de vacinação contra o HPV (Vírus do papiloma humano) para os adolescentes que já tomaram a vacina seis meses atrás. Devem-se vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O serviço está disponível nas Unidades de Saúde, de segunda a sexta-feira, de 8 às 17h. É importante levar a caderneta de vacinação.

A coordenadora do Setor de Imunização, Marlene Fialho, alerta que a vacina de HPV só protege após tomar o esquema completo de duas doses. A segunda dose para imunização é aplicada seis meses após a primeira. “Quem ainda não tomou a primeira dose, deve procurar a unidade de saúde mais próxima da residência e se imunizar. Após seis meses, é necessário o reforço com a segunda dose”, explicou.

Ela enfatiza que a vacina contra o HPV já faz parte da rotina do calendário vacinal dos adolescentes. “Todos os adolescentes nessa faixa etária e que entrarão nessa idade devem procurar o posto de saúde para tomar a vacina do HPV, entre outras vacinas pertinentes à idade como a meningocócica C que protege contra a meningite causada pelo meningococo tipo C, o tipo mais prevalente na maior parte do nosso país”.

O secretário de Saúde, Sérgio Gomes, afirma que o Ministério da Saúde, por meios das ações de Imunização, disponibiliza vacinas seguras e eficazes contra muitas doenças. “A vacina contra o HPV imuniza o adolescente contra diversas doenças, inclusive o câncer do colo de útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina e quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, e o câncer de pênis nos meninos, além de outros tumores e verrugas genitais”.

As vacinas são inativadas, ou seja, de vírus mortos. Os eventos adversos são raros e geralmente são limitados como febre e local (dor, inchaço e vermelhidão). Ela também é indicada para homens e mulheres de 15 a 26 anos de idade portadores de HIV/AIDS, imunodeprimidos submetidos a transplantes de órgãos sólidos, de medula óssea e pacientes oncológicos, porém, esses grupos precisam da prescrição do profissional médico.