Iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção da doença e orientar sobre o tratamento

A Secretaria de Saúde de Barra Mansa, através da Vigilância em Saúde Ambiental, está realizando diariamente a coleta de sangue em cães para exame deLeishmaniose Visceral Canina (LVC). A mostra de sangue é examinada no laboratório do município. Em caso de resultado positivo, o sangue é enviado para uma contraprova no Laboratório Central Noel Nutels (LACEN-RJ). A medida visa conscientizar os moradores sobre a prevenção contra a doença e orientar sobre o tratamento.

O coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Antônio Marcos, explica que aleishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por parasitas. Esta doença afeta, principalmente, os cães que são picados por insetos hematófagos (conhecidos como mosquito palha,cangalhinha e outras denominações) infectados. “Assim como nos casos de febre amarela, em que o macaco infectado pelo mosquito anuncia que a doença está pela região, o cão infectado também evidencia a presença do mosquito transmissor na área. Ele também é uma vítima”, completa.

Segundo o veterinário responsável pela coleta de sangue para exames de leishmaniose, Fernando Franco, o cão infectado pode apresentar diversos sintomas. “Os mais comuns são as feridas nas extremidades (orelha, focinho), crescimento das unhas, perda de peso, conjuntivite e queda de pelos. Nos órgãos internos, pode ocorrer o crescimento do fígado e demais alterações”.

TRATAMENTO – Fernando explica que não há alternativas para tratar Leishmaniose Visceral Canina fornecidas por órgãos públicos de saúde, mas o proprietário do animal é orientado para o tratamento particular com medicamento autorizado pelo Ministério da Saúde e/ou Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Apesar de sem cura para o animal, o tratamento inibe o protozoário alojado e impede o desenvolvimento dos sintomas.  Somente se não existir chances no tratamento, é que os médicos indicam a eutanásia do animal.

PREVENÇÃO – Por conta disso, a orientação principal é em relação à prevenção com vacina e coleiras repelentes. “A vacina contra a leishmaniose visceral canina não é oferecida no serviço público, mas é vendida para imunizar cães sadios. Ela deve ser ministrada no animal com três doses no primeiro ano e depois uma dose anualmente. Existem também as coleiras que repelem o inseto e são mais acessíveis. Ela é muito eficaz, já que também previne carrapatos, pulgas e tratamento de dermatites”.

Ele também salienta sobre a importância da conscientização dos moradores com a higiene das áreas externas das residências. “É muito comum que algumas pessoas ainda tenham galinheiros no quintal. As fezes desses animais atraem os insetos e pode contaminar tanto os cães como os humanos. Além disso, a matéria orgânica de árvores frutíferas também atrai esses vetores, por isso é fundamental uma limpeza diária nesses locais”.

O serviço de coleta de sangue dos cães para exame de leishmaniose é contínuo e deve continuar pelos bairros do município. Em caso de suspeita da doença, o morador deve solicitar a visita dos técnicos e veterinários pelo telefone (24) 3326-2588 ou através do endereço: Rua Getúlio Borges Rodrigues, n° 210, bairro São Luís.