Representantes da população que usa a rede pública de saúde, profissionais da área, gestores e prestadores de serviço criaram propostas para o Plano Municipal

Um espaço democrático e de participação popular. Assim foi definida a 12ª Conferência Municipal de Saúde de Volta Redonda pelo secretário da  pasta, Alfredo Peixoto. O encontro no Teatro Maestro Franklin de Carvalho Júnior, anexo ao Colégio Getúlio Vargas reuniu, de sexta a  domingo, dias 12, 13 e 14, mais de 800 pessoas. Representantes da  população que usa a rede pública de saúde, profissionais da área, gestores e prestadores de serviço, que apresentaram de forma democrática propostas para serem incluídas no Plano Municipal de Saúde, válido até 2021.

No sábado, dia 14, o evento começou com a palestra da presidente do Comitê Estadual de Prevenção e Controle de Morte Materna e Perinatal  do Rio de Janeiro, Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos, e do professor adjunto do Instituto de Medicina Social (UERJ), Paulo Henrique Almeida Rodrigues, que é sociólogo e doutor em saúde coletiva.

De acordo com o secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, as palestras contribuem e garantem mais repertório aos participantes na hora de discutir em grupo os três eixos temáticos propostos pelo  Ministério da Saúde: Direito à Saúde, Consolidação do SUS e  Financiamento do SUS, além do tema central Democracia e Saúde.

Após a realização das palestras, os participantes foram divididos em 12 grupos, quatro para cada eixo temático. Sendo que cada turma discute o tema escolhido além do assunto central Democracia e Saúde. Sempre com o objetivo de criar propostas que vão nortear a saúde pública no município, explicou Alfredo.

A coordenadora da Atenção Básica, Jussara Moreira de Oliveira, e da divisão de Área Técnica de Educação e Saúde da secretaria, Marciléa de Sá Paiva Lima, trabalharam no sábado, dia 14, como mediadoras de  grupos e têm uma opinião única.

A organização da conferência está de parabéns, pois criou condições para garantir a participação popular, que é o objetivo do evento, disse Jussara.

O prefeito do município, Samuca Silva, acredita que a discussão  democrática sobre o direito ao serviço público de saúde e o funcionamento do SUS vá reverter em melhoria no atendimento à  população. A conferência dá voz ao usuário, ao prestador de serviço, ao profissional de saúde e a representantes do poder público nesta  área. E são essas pessoas que sabem como melhorar o serviço de saúde  no município, falou Samuca.

Com as propostas fechadas por cada grupo, o encerramento da  conferência, no domingo, dia 14, foi marcado pela apresentação para todos os participantes. Nesse momento, os delegados, que representam a sociedade civil organizada, inscritos previamente no Conselho Municipal de Saúde, podem votar pela inclusão ou não das propostas sugeridas nos grupos no Plano Municipal de Saúde, criado em 2018 e válido até 2021.

Na parte da tarde, os mesmos delegados, elegem os novos membros do Conselho Municipal de Saúde, que assumem o mandato em janeiro de 2020, e da delegação municipal para a 8ª Conferência Estadual de Saúde, que será realizada entre 24 e 26 de maio.