Qual o tamanho do seu? Qual o planejamento para realizá-los?

Acredito que todos sonham em um dia por viver de forma tranquila, sem trabalhar, viver de rendas… Será que isso é possível?

Pensando nesse questionamento, resolvi dissertar sobre o assunto nesta primeira coluna;

Essa tão sonhada vida pode ser construída ao decorrer do tempo e com o auxilio de gestão financeira para construir no presente a base de sustentação futura para os seus objetivos.

Iremos dissertar sobre educação financeira, restrições orçamentárias e decisões financeiras que devemos tomar em relação a nossa disposição do período. Muitos julgam isso como “secar gelo”, porém é importante relembrar sempre que os fundamentos da gestão financeira são construídos para alinhamento de um raciocínio financeiro condizente ao que desejamos para o futuro, para a realização do sonho.

Sempre que escutamos ou lemos algo relacionado à educação financeira dá impressão de que são conselhos e dicas impossíveis de serem praticados, em função de particularidades não pertinentes ao nosso dia-a-dia. A educação financeira é muito mais que uma receita de bolo, é um processo de mudança de atitude. Quando passamos a entender que a vida é feita de escolhas e que o futuro financeiro se dá a cada tomada de decisão ao longo de nossa vida, e que devemos optar o que eu escolho conforme prioridades, e que escolhemos o que é importante ou abrimos mão do que fazer determinadas coisas porque é substituível ou dispensável, aí estamos começando a entender que a mudança cultural está acontecendo. O processo é lento, mas com práticas diárias em pequenos atos, perceberemos que não é tão difícil.

Quando digo que as escolhas e tomadas de decisões financeiras devem ser culturais e não pontuais, refiro a cada tomada de decisão e que devemos tomá-la de forma consciente e sempre olhando a situação como um fato positivo em sua vida, sem sentimento de perda, punição e sofrimento. Esta análise deve ser baseada na relação custo-benefício, pois essa mudança de hábitos trará não apenas resultados satisfatórios com relação ao que é preciso economizar, ao longo do tempo verão que as mudanças são maiores do que os custos auferidos.

O limite de consumo é dado pela renda de cada um. O desequilíbrio financeiro ocorre quando consumimos rotineiramente mais do que ganhamos. De forma esporádica, pode ocorrer, vez ou outra, ultrapassar o limite, mas lembre-se sempre que este valor gasto a mais deve ser pago o mais rápido possível e que o pagamento deve ser feitos com a redução do consumo nos períodos subsequentes ou buscando novas fontes de renda por outros trabalhos. Ter várias fontes de renda não é demérito para ninguém. Se as possibilidades de consumo se restringem aos nossos ganhos, então se deve buscar ampliar as fontes de ganhos.

No Brasil há um paradigma que deve ser quebrado em relação a fontes de renda, pois é quase um consenso que trabalhar mais que oito horas diárias é uma aberração. Se pudéssemos ver quantas horas diárias os bem-sucedidos trabalharam até alcançar este patamar, iríamos ver que foram muito além do que estabelece a lei. Sei que muitos de vocês poderão dizer que ao invés de aumentar a jornada de trabalho seria melhor aumentar os salários. Concordo plenamente, mas como vivemos numa economia de mercado, devemos lembrar que há uma relação intrínseca entre oferta e demanda de mão-de-obra e que temos muito mais gente querendo trabalhar do que vagas ofertadas. Isso restringe a possibilidade de aumento do valor da hora-trabalho. Quando se fala em aumentar as fontes de renda, não necessariamente significa dizer que seja somente por meio de um trabalho formal, mas por meio de outras atividades que possam ser remuneradas.

E aí vocês podem perguntar: porque guardar reservas para o futuro?

Lembram-se das perguntas do início da matéria?

Qual é o tamanho dos seus sonhos? Eles só se concretizarão se você tiver um bom planejamento financeiro e disciplina para executá-lo!

Atualmente vivemos o tempo de reformas na Previdência Social, sabemos que a idade de aposentadoria é cada vez maior e o valor recebido cada vez menor, portanto é necessário guardar hoje para garantir os sonhos de cada um no futuro.

 

Na próxima matéria, falaremos sobre formas de investimento. Como guardar, como economizar, onde investir…