Tanto da esquerda pra direita quanto dá direita pra esquerda, Felipe Neto incomoda muito mais pelo volume, do que pelo conteúdo.

Nem representante da esquerda, como a direita faz pensar, muito menos o vazio que a esquerda quer passar.

Em tempos sombrios de reacionarismo escancarado e totalmente despodurado, quase que normalizado, Felipe é uma voz com muitos milhões de ecos que está incomodando os dois polos do debate político pelo mesmo motivo.

Não há de se ter grande lastro na vida política para entender o que acontece com o empresário, produtor de conteúdo, youtuber etc… Felipe fala o óbvio pra muita gente.

A direita está muito incomodada pq falando o óbvio, Felipe denúncia diuturnamente as loucas e criminosas mazelas presidenciais.

Já a velha esquerda, está se sentindo roubada no monopólio de criticar o pior presidente de todos os tempos. Em tempo e tempetatura normal, a esquerda estaria nadando de braçadas, fazendo oposição ao desgoverno Bolsonaro. Só que a tragédia petista, tirou das mãos do Lulopetismo o megafone que outrora fazia muito barulho.

Em Volta Redonda, tem um jornalista LIVRE que usa um bordão. “Não confundam alhos com bugalhos”.

Felipe para o negócio que ele conduz, “um puta case de sucesso”, e devemos vê-lo assim. Neto, não é um político, segundo ele, não tem pretensões políticas, então, temos que cobrá-lo pelo que é. E só!

Mais do que o carteiro, temos que ler e entender a carta. Felipe está batendo na tecla certa, mesmo que óbvia, mas na direção correta, não temos que criar um terceiro polo na disputa de narrativas políticas que ele não é e nem reivindica, mas prestar bastante atenção, no que a única força capaz de falar pra tanto público quanto o bolsonarismo.

Como diria a inteligentíssima Gabriela Prioli “Menos emoção e mais razão!”