Operação Tergiversação apura esquema de pagamento de propina para policiais em troca de proteção nas investigações

Deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Tergiversação aconteceu no melhor estilo “cortar na própria carne”. É que entre os alvos de da investigação está um delegado da própria PF no Rio de Janeiro.

É a PF do Rio combatendo a corrupção dentro da própria PF.  A operação — autorizada pelo juiz Marcelo Bretas — desarticulou uma organização criminosa acusada de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à justiça.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão contra servidores públicos federais e estaduais, empresários e advogados.

Nessa nova fase, a investigação mira empresários que participaram do esquema de pagamento de propina para policiais em troca de proteção nas investigações realizadas em operações, e advogados que atuaram como intermediários das cobranças de vantagens indevidas dos empresários, e ficavam com uma parcela dos vultuosos valores pagos aos envolvidos.

Segundo a PF, as investigações mostraram que as vantagens indevidas recebidas pelos integrantes da organização criminosa e reveladas até o momento giram em torno de 10 milhões de reais.