Atividade reúne idosos da Oficina da Memória em confraternização fora da unidade

Parte dos idosos que frequentam a Oficina da Memória, na Policlínica da Melhor Idade, participou de um Passeio Terapêutico na tarde desta terça-feira, dia 08. O grupo de 38 idosos saiu da policlínica, no Jardim Paraíba, rumo à uma lanchonete na Vila Santa Cecília para socialização durante um café da tarde. Nesta quarta-feira, dia 09, o passeio se repete com outra turma da Oficina da Memória.

“Desta vez, a Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou o transporte para os idosos, mas normalmente vamos de ônibus. Chegando à lanchonete, escolhida pelo preço acessível, já que cada um paga sua parte, eles mesmos se servem, acertam a conta, para promover a independência”, explicou Maria de Lourdes Ferreira.

A Oficina da Memória é um programa voltado para idosos que apresentam queixas leves de esquecimento. Três grupos com vinte usuários têm encontros semanais na policlínica. Nas reuniões são realizados exercícios cognitivos para trabalhar o cérebro e ativar a memória. Os grupos da Oficina da Memória são anuais e, normalmente, iniciam as reuniões em fevereiro. Os idosos interessados devem fazer as inscrições na sede da policlínica durante o ano para participarem das turmas a serem formadas no ano seguinte.

Esse grupo é responsável pela organização da Festa Junina anual e também pela festa de Natal da Policlínica da Melhor Idade.

Lourdes Silveira, que mora no bairro Ponte Alta, procurou a Oficina da Memória por indicação médica e está gostando dos encontros semanais. “Apresentava perda de memória e os exercícios estão me ajudando, mas, além disso, o encontro com pessoas novas e a troca de experiências também têm sido importantes”, disse.

Maria Madalena Pereira da Silva, que mora com o marido no São Luiz, procurou a atividade após a aposentadoria. “Fazer novas amizades e ocupar o tempo ocioso são os fatores que me fazem freqüentar a oficina”, falou.

A POLICLÍNICA – A unidade é referência em atendimento ao idoso com equipe multidisciplinar tendo a geriatria como destaque. Os idosos, com mais de 60 anos, são recebidos na policlínica encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família. A partir daí, é seguido um protocolo que, entre outras coisas, prevê que o usuário da Policlínica do Idoso tenha mais de três patologias, apresente demência ou doenças como Parkinson.

“Hoje, a Policlínica da Melhor Idade atende cerca de 400 pessoas por semana e, além do tratamento clínico e da Oficina da Memória, ainda conta com oficina de artesanato, que é realizada por professoras voluntárias. E o grupo Reviver, coordenado por uma psicóloga, que é voltado para idosos com quadro e depressão”, falou o secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto.

O prefeito do município Samuca Silva, lembra que a valorização do idoso é um compromisso de sua gestão. “Temos que cuidar daqueles que contribuíram com a nossa formação e ajudaram a construir a nossa cidade”, finalizou.