Entrega foi nesta terça-feira, dia 24, na sede da entidade que dá assistência a portadores do vírus HIV

A entrega foi feita por representantes da SMF aos diretores do Vih-Ver e os 32 tapetes serão vendidos num bazar que arrecada fundos para o grupo de assistência aos soropositivos. A entrega realizada hoje faz parte da política de doação de produtos que estão sob custódia do Departamento de Atividades Econômicas e Sociais da secretaria municipal da Fazenda e que não tem mais recurso para resgate.

Eliane Soares, voluntária do grupo, explica que a entidade sobrevive de doações. “O bazar é permanente aqui na sede, mas também participamos de feiras de artesanato nos bairros próximos. Essa doação pode nos render um bom recurso”, explicou, acrescentando o grupo também recebe verba governamental através da prefeitura; colaboração mensal de associados; doação na conta de água do Saae-VR; além de contribuição espontânea por conta no Banco do Brasil.

O grupo Vih-Ver, que pode receber 14 internos, atualmente tem nove pacientes. O trabalho de assistência 24h é realizado por voluntários que se revezam em turnos. Os pacientes são encaminhados pelo CDI (Centro de Doenças Infecciosas) da secretaria de Saúde de Volta Redonda, que avalia o quadro clínico de cada um.

O subsecretário de Fazenda, Jorge Luis dos Santos, que acompanhou o coordenador do Departamento de Atividades Econômicas e Sociais da secretaria, Wagner Jardim Chaves, no momento da entrega, explicou o processo de doação. “A SMF não fica com os produtos sob custódia eternamente. Depois dos prazos e recursos legais, todos são doados a entidades beneficentes do município”, afirmou o subsecretário.

Wagner explica que mesmo após ter a mercadoria recolhida, o ambulante pode reaver esse material antes que seja doado. “O comerciante deve comparecer à prefeitura e mediante pagamento de multa pode retirar o produto. O prazo para recuperação de perecíveis é de 24h e para outras mercadorias o prazo é de dez dias úteis”, esclareceu.

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, destacou a importância do trabalho de fiscalização. “É um trabalho necessário, esperamos que todos compreendam. No final a população e os ambulantes serão beneficiados. Os ambulantes que são de Volta Redonda poderão trabalhar de forma legalizada”, destacou Samuca Silva, lembrando que a doação do material recolhido sempre ajuda a quem presta assistência gratuita à nossa população.