Nesta sexta-feira, 21 de novembro, o desaparecimento de Wesley dos Santos Silva Henrique, de 30 anos, completou 30 dias. Um mês de silêncio, dúvidas e dor para a família do estudante de enfermagem, morador do bairro Belo Horizonte, em Volta Redonda (RJ). Wesley foi visto pela última vez por volta das 22 h do dia 21 de outubro, após sair do curso de enfermagem da Cruz Vermelha, em Barra Mansa. Naquela noite, como fazia para complementar a renda, ele ainda realizava corridas de moto por aplicativo. A última corrida registrada saiu do bairro Retiro com destino à Siderlândia.
Wesley é descrito pela família como um jovem trabalhador, que atuava em uma farmácia de manipulação e como mototáxi por aplicativo, além de ser pai de um menino de 6 anos. O grande sonho dele era, em 2026, ingressar na faculdade de Medicina – plano que vinha sendo construído com muito esforço pela família, que via nos estudos a chance de uma vida melhor.
Ao longo desses 30 dias, o caso ganhou novos desdobramentos. A mãe de Wesley recebeu informações de que o corpo do filho poderia estar enterrado em uma área de mata no terreno da antiga Cimentos Tupi, entre os bairros Padre Josimo e Belmonte. Desesperada por respostas, ela passou a oferecer uma recompensa de R$ 5 mil por qualquer pista que leve ao paradeiro do rapaz e disponibilizou o telefone (24) 99231-0855 para contato direto.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 93ª DP de Volta Redonda, afirma que as investigações seguem em andamento. Segundo o delegado, várias denúncias já foram checadas, mas até agora nenhuma informação foi confirmada. O delegado também ressaltou que não há, até o momento, qualquer indício de envolvimento de Wesley com o crime organizado.
Enquanto as investigações avançam, a família vive uma rotina de angústia. Cada dia sem notícia aumenta a dor de uma mãe que não consegue dormir, que revê mensagens no celular, que tenta encontrar alguma pista que a polícia ainda não tenha visto. É o tipo de sofrimento que nenhuma família deveria conhecer – e que mobiliza vizinhos, amigos, projetos sociais e toda uma cidade, que se recusa a naturalizar o desaparecimento de um jovem trabalhador, estudante e pai.
Convocação pública
Como vereadora e representante dos direitos de nossa comunidade, venho manifestar minha total solidariedade à família de Wesley. Este caso nos toca como sociedade: cada um de nós tem um papel. Peço que toda a população de Volta Redonda e região se una, compartilhe os vídeos, poste as fotos, divulgue o caso nas redes sociais, pressione para que não haja esquecimento e ajude a trazer respostas. Entre em ação: converse com vizinhos, envie mensagens, marque o número (24) 99231-0855 para que mais informações possam chegar com rapidez e eficácia. Somente juntos conseguiremos manter acesa a esperança de encontrá-lo.
Porque enquanto um filho desaparece, o coração de uma mãe jamais descansa. E quando uma mãe sofre, toda a comunidade sente a mesma dor — e precisa agir até que Wesley seja encontrado.
